Crítica: Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge


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Por: Patrick Duarte

Nesse último final de semana estreou o filme Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises) que fecha o arco da trilogia criada por Christopher Nolan . A grande expectativa era se essa nova produção iria superar seu antecessor, O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight), que além de ter um enredo sensacional, contou com a melhor representação para o vilão Coringa interpretado por Heath Ledger. Em parceria com seu irmão Jonathan Nolan o filme convoca o vilão conhecido por ter “quebrado o Batman”. Bane (Tom Hardy), um mercenário que planeja trazer o caos e destruição ao povo de Gotham.

Particularmente, a saga das HQs “A Queda do Morcego”, é uma das melhores e ver esse personagem de volta a tela, sem referência ao Bane “desmiolado” de Joel Schumacher no filme Batman & Robin de 1997, foi no mínimo emocionante. Tom Hardy trouxe vida ao vilão com elegância e agressividade cativando o público com seu poder de destruição e arrogância.

Além de Bane, outros personagens foram adicionados à trama, como o policial John Blake (Joseph Gordon-Levitt), a filantropa Miranda Tale (Marion Cotillard) e a gatuna Selina Kyle (Anne Hathaway) que conseguiu trazer a sensualidade que a personagem requer.

Apesar de ter um grande vilão como antagonista, Bane não foi tão profundo como o Coringa e em alguns momentos achei que ele ficou meio de lado, mesmo estando por trás de todo o plano para o caos em Gotham. Mas isso não tira seu crédito. De agilidade e técnica de igual nível do Batman, Bane conseguiu o que muitos tentaram durante anos, quebrar o morcego. Batman estava acabado. Seus anos sem assumir a capa do vigilante o tornaram lento e fora de forma, o forçando a ir a limites para voltar a ser o Cavaleiro que Gotham precisava.

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A trama é perfeitamente ligada aos eventos dos filmes anteriores Batman Begins e O Cavaleiro das Trevas, assim se você não assistiu a algum dos outros filmes pode se sentir deslocado em alguns eventos do terceiro filme. Detalhada desde o começo, como os motivos de Bane a atacar Gotham ou o motivo de Bruce não ser mais o Batman, roteiro ficou muito bem escrito. Pode parecer que em alguns momentos o roteiro fica com “vácuos”, mas tudo se resume aos períodos que precisavam para formar a história perfeita. Não estou falando de um dia ou uma semana, mas sim de meses entre um evento ou outro. Ao assistir tive a impressão de rever várias historias de HQs reunidas em um único filme, acredito que até a grande obra prima de Frank MillerO Cavaleiro das Trevas Retorna – serviu de inspiração.

Outro personagem que me surpreendeu foi o policial Blake que mostra ter uma grande percepção desvendando segredos com mais facilidade do que qualquer outro. Suas habilidades conquistam a confiança do Comissário Gordon e Batman. Por falar em Gordon, fica clara sua condição de amargura em relação aos eventos que levaram ao final de O Cavaleiro das Trevas. Sem revelar mais detalhes da trama, o filme surpreende por mostrar um Batman humano, que sofre com suas escolhas.

Outro destaque fica por conta do Morcego, um tipo de super nave que protagoniza algumas cenas sensacionais de fuga.

Se você está em dúvidas em relação às cenas de luta, pode ficar despreocupado. As lutas são sensacionais e bem coreografadas. Golpes rápidos, precisos e de impacto que tornam o momento único para quem está assistindo. A tão esperada representação do quadro mais famoso pelos que já leram a Queda do Morcego é simplesmente perfeita. Sem aquela apelação de câmera lenta ou efeitos especiais. Rápida e agonizante é como podemos definir.

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Se você está indo ao cinema pensando que vai ver mais um filme, peço que reveja seus conceitos. Essa terceira parte de um plano maior concluiu com perfeição a trajetória do menino que se tornou vigilante. Ao meu ponto de ver, Batman Begins, O Cavaleio das Trevas e O Cavaleiro das Trevas Ressurge se tornam um único e poderoso filme de super herói. Esse é o momento de rever todos os filmes e ter uma lembrança de uma perfeita adaptação do morcego as telas.

Com um final digno, capaz de recomeçar/continuar a franquia no universo criado por Nolan. Só é preciso saber se alguém poderia fazer um trabalho de igual ou maior competência, digno de se tornar uma nova referência para os filmes de heróis. 

Fique com o Trailer da Trilogia Batman

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