Crítica: Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário


Por: Patrick Duarte

A lenda de Seiya (re)começa aqui!

Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya) comemora seus 20 anos no Brasil. O ano de 1994 marcou o início de uma era que se estende até hoje e agregando mais fãs ao longo dos anos. Cavaleiros do Zodíaco já ganhou os cinemas com o filme Prologo do Céu que foi um fiasco. Essa “falha” com a produção deixou um sentimento de que Cavaleiros merecia algo melhor. Depois de anos recebemos uma notícia sobre um filme em Computação Gráfica e todos ficaram alvoroçados. E nessa quinta-feria, dia 11 de setembro, estreou oficialmente nos cinemas brasileiros o filme Os Cavaleiros do Zodíaco: A lenda do Santuário (Saint Seiya: Legend of Sanctuary).

os cavaleiros do zodiaco a lenda do santuario - Crítica: Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário

O filme trata de um Reboot da saga das 12 casas e marca um novo formato e rumo da história. Se você conhece a batalha das 12 casas se prepare para uma nova batalha. Logo no inicio já somos jogados numa sequência de luta no ar. Nesse embate temos Aioros, o Cavaleiro de Ouro de Sagitário fugindo com o bebê Athena nos braços, sendo perseguido por Shura, o Cavaleiro de Ouro de Capricórnio e por Saga, o Cavaleiro de Ouro de Gêmeos. Temos uma rápida explicação da perseguição e logo Aioros é derrotado e arremessado na Terra. Nessa luta, todos acham que Aioros, Bebê Athena e Saga morreram.

Logo nos é apresentado Mitsumasa Kido encontrando e recebendo a missão de cuidar e proteger o pequeno bebê do perigo do Santuário. 16 anos se passam e o bebê, agora com nome de Saori Kido, descobre a verdade sobre seu “poder” e sobre os Cavaleiros. Um ataque contra a vida de Saori traz ao combate os Defensores de Athena. O primeiro a aparecer é Seiya, o Cavaleiro de Bronze de Pégaso. Ele é o brincalhão da turma. Possui um senso de humor gigantesco, palhaço, mas um líder nato que fica mais claro no decorrer do filme. O segundo a aparecer é Shiryu, o Cavaleiro de Bronze de Dragão. Ele mantém a seriedade do anime, mas muito mais firme. Em seguida temos Hyoga, o Cavaleiro de Bronze de Cisne e Shun, o Cavaleiro de Bronze de Andrômeda. Hyoga é bem isolado, “gelado”, não acredita totalmente que Saori seja Athena no início, mas logo muda sua opinião e Shun, bom… é o Shun.

Para quem conhece todos os produtos de CDZ já feitos verá que esse filme com certeza é o mais belo trabalho feito para os defensores de Athena. Os gráficos são lindos, os designs das armaduras são esteticamente perfeitos, até o som do ferro das armaduras podemos escutar. O formato dos golpes é muito legal, mantendo o formato do corpo dos cavaleiros e depois se tornando o golpe lançado. Os olhos representam bem o estado do cosmo de cada um, isso achei bem sacado.

O Santuário está longe de ser o que era no anime, mas está rico em detalhes e perfeito na sua projeção em CG. Não fica claro se é um outro planeta, ou uma outra dimensão, mas sabemos que não está localizado no Planeta Terra. O trabalho de CG desse filme foi muito bem feito, detalhado e aplicado ao fim da produção. Em termos de visual, não temos problemas. Mas um filme não é feito só disso.

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O filme lança uma grande quantidade de informação logo de começo e se você não conhece a mitologia dos Cavaleiros do Zodíaco acaba se perdendo. Esse é o grande problema do filme. Ele foi feito para apresentar o anime à novos fãs e para os antigos, mas no final não acaba agradando nem um lado nem o outro. Eu tentei não me prender ao anime e deixar a mente aberta para o filme, mas em vários momentos precisei puxar do meu “Backup mental” alguma informação sobre o enredo, já que o filme não explicava, mas estava lá. Então, me desculpe, mas assistir ao filme, sem conhecer o mangá ou o anime, é uma tarefa complicada para amarrar todos os pontos ou simplesmente entender o Sétimo Sentido. Não há uma profundidade na explicação, basicamente se diz que um nível acima dos Cavaleiros de Bronze. Sem graça!!

Não vejo problemas em mudar rumos da história em reboots, mas me incomoda a mudança da alma do enredo. O filme está muito mais leve que o anime, não temos as cenas dramáticas das batalhas nas 12 casas que demonstrava o caráter dos personagens e nem a emoção que era passada. Por ser um filme de 93 minutos que tenta resumir uma batalha de 74 episódios temos muitas mudanças pontuais que modificam totalmente o universo criado em Cavaleiros até hoje. Personagens cruéis se tornam uma versão musical de atores da Disney, como foi o caso do Mascara da Morte. A importância de Camus, o Cavaleiro de Ouro de Aquário na trajetória de Hyoga é praticamente irrelevante nesse filme, por isso afirmo mais uma vez: se você conhece a saga da Santuário, se decepcionara com sua má utilização, mas não tem ninguém mais inútil ali do que Afrodite, o Cavaleiro de Ouro de Peixes.

A trilha sonora é decepcionante. Não temos nenhum momento no filme que fica marcado com alguma música, nem um pedacinho de Pegasus Fantasy aparece para delírio da galera. Apesar de exagerado, o Slow Motion agregou um bom valor as lutas, o que deixa até mais interessante em alguns momentos.

O roteiro foi recheado de humor, maior parte do próprio Seiya e sim, arranca algumas risadas, mas tem hora que enche, por ser utilizada com muita frequência. Mas compensando esse lado do humor, temos as cenas de luta, que foram perfeitas. Eles realmente combatem, fazem cenas “a la Jackie Chan”. Com certeza são sequências de lutas melhores do que no anime e isso tira a atenção do fraco roteiro.

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Apesar de todas as diferenças, ainda temos presente a mensagem que sempre reinou em Cavaleiros do Zodíaco: confie em seus amigos e nunca desista. Além de uma cena provar e comprovar, mais uma vez, que o nome original da série é Saint Seiya. Ele é o cara!

O grande ponto positivo fica para dublagem brasileira. A equipe se superou trazendo alma e sentimento a simples modelos de CG. Conseguirem manter, apesar das diferenças, a essência dos personagens. Claro que isso tem sua “culpa” nos ótimos profissionais que voltaram nesse trabalho redublando os mesmos personagens ao longo desses 20 anos.

Os Cavaleiros do Zodíaco: A lenda do Santuário (Saint Seiya: Legend of Sanctuary) teve a formula certa para iniciar um novo marco na mitologia de Seiya, mas falhou ao decidir agradar dois lados de uma mesma moeda. Fãs e novos Fãs.

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P.S.: Aquela borboleta, pode escrever, ela tem alguma coisa a ver com os acontecimentos do filme. Só eu que acho isso??

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Um comentário

  1. O filme é muito bom e bem feito,porem é muito corrido,não dá para mostrar as 12 casas do zodiaco em 1:30h sem falar nos dialogos, particulamente a minha nota para o filme de 0 a10 é de 8 mas de qualquer jeito o filme é muito bom…

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