O “Crente” e a necessidade de defesa do mercado Gospel

Por: Patrick Duarte

Em tempos de novos nomes no meio evangélico, a cada esquina podemos ouvir e conhecer novos cantores, pregadores, teólogos de internet e youtube. Mas o quanto desse material pode ser, verdadeiramente, aproveitado? Nessa perspectiva que queremos analisar o que vem acontecendo recentemente no mercado hoje conhecido como gospel.

gospel mercado show - O "Crente" e a necessidade de defesa do mercado Gospel

Não precisamos voltar muito no tempo para analisar essas situações. Questão de um – a dois anos – para cá tivemos um “boom” de movimentos e novos nomes que representam o evangelho e que, com suas ferramentas, introduzem conceitos, éticas e pregações para as pessoas. Dentro disso, fica claro que EU sou um desses que apareceu na internet com um Blog, e logo depois passou para o youtube. O que percebi, com minha pouca experiência são duas coisas. Primeiro: se você não for um seguidor de nomes já conceituados como Pastor Lucinho, Silas Malafaia, Thalles Roberto, Diante do Trono, você não terá muita moral com uma especifica massa de cristãos. Segundo: Se você pregar a verdade bíblica, aí sim, será massacrado.

A pergunta aqui que deve ser feita é: Por que essa necessidade de defender o mercado gospel?

Sabemos que o valor cobrado pelos “artistas” gospel é amplamente questionado e exposto na internet, além de muitas vezes, esses mesmos artistas não honrarem o evangelho como deveriam. Um simples fato que comprova isso são os atos, de alguns meses atrás, do cantor Thalles Roberto, que causou divisões no meio dos crentes. Uns que apoiavam e diziam – a mesma desculpa esfarrapada de sempre – que ele estava fazendo a diferença, e outros que simplesmente abominaram a ação. O interessante disso, não é a polêmica em si, mas a guerra que é criada entre os defensores do mercado gospel. Eles se incomodam se você critica seu ídolo, usam versículos isolados que nem mesmo eles [defensores] sabem o significado. Um exemplo é o “Não Julgues” ou “Não toque no ungido”. Esse tipo de comportamento mostra claramente a falta de uma base de conhecimento na Palavra de Deus, e provavelmente, que nunca frequentaram a Escola Bíblica Dominical regularmente. Não existe a Defesa da Fé, mas sim a defesa do ídolo teen. Apesar de uma grande massa acompanhar isso e se atrair pelo movimento e não pela Palavra, existem pessoas que mostram que a Palavra ainda é, como sempre foi, a base para todo e qualquer ser humano se prender em Deus.

Mesmo com toda essa nova geração que está aparecendo, muitos ainda estão presos a doutrinas passadas pelos nomes do gospel e não conseguem se desvincular para, quem sabe, perceber que algo não está de acordo com a bíblia. Esse grupo é o que alimenta e mantém vivo o mercado dos mais variados produtos no que se diz gospel.

Entre cadernos, bíblias, roupas e até novas igrejas, temos um mercado competitivo. Dentro disso não acho errado o irmão cara criar uma grife de roupas ou linha de cadernos com o nome dele. O nome é dele e faz o que quiser com isso. É a sua marca. O que incomoda é o fato de transformarem a mensagem da cruz em comércio. Que eu saiba a palavra Fé não é marca de ninguém e não vem através de sapatos ou adesivos em carros (Romanos 10-17). A pregação não vem através de pessoas super poderosas, mas daqueles que tem um proposito real com a Palavra. Os dons são distribuídos para que o Reino de Deus cresça, mas muitos usam isso como fórmula de trabalho e disso, tirando seu salário. É claro que existem gastos em todas essas áreas, mas que gasto tão elevado é esse que torna o público refém desse mercado?

Pregadores que cobram absurdos para levarem algo que já está revelado na Bíblia. Corais e bandas que solicitam a venda minima de CD´s, mais o cachê do evento e se não tiver café ficam fazendo “ceninha”. São coisas assim que descaracterizam e queimam a imagem do verdadeiro cristão. Quando algo acontece no mundo, nós atacamos, dizemos que é pecado, mas quando um ídolo gospel teen faz algo similar, dizemos: “Só Deus pode julgar” ou o famoso “Não toque no ungido de Deus”. Que evangelho é esse que favorece o mercado gospel? Isso não é o evangelho!!!

Nossa força tem que estar em defender a sã doutrina e tudo que foi revelado por Deus através das escrituras e da pessoa de Cristo Jesus. Se isso não for o centro da sua vida, então sua vida não está centrada no alvo, que é Cristo.

Que possamos repensar, estudar mais, buscar com mais temor a presença de Deus, e assim, na direção do Espirito Santo, alcançar vidas e não simplesmente mascará-las como números.

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Patrick Duarte

Patrick Duarte, CEO do Blog Pensamento Livre. Jornalista (MTB 0082370/SP). Adorador e escritor. Músico e Professor na Escola Bíblica Dominical (AD – Taboão). Piadista nas horas vagas. Acima de tudo, Servo do Deus!!!

Um comentário em “O “Crente” e a necessidade de defesa do mercado Gospel

  • 24 de agosto de 2016 em 19:57
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    Eh verdade! Eu já senti na pele o q eh ser massacrada qdo falei de Thales, o \”pastor\” Cláudio Duarte, Lorena Chaves e uma menina q canta uma música intitulada \”ame mais e julgue menos\”, dai desisti de tentar abrir os olhos desse povo e dpois estudando mais a biblia vi q são pessoas enganadas pelo o seu próprio coração (Isaías 44.20), o Príncipe deste século,lhe cegou o entendimento, dpois eu vi q Deus manda um espírito de erro, de engano para aqueles q n querem saber da Verdade, (2 Tess 2.10-11) então relaxei e descansei pq as ovelhas de Cristo sabem discernir o q vem de Deus (João 10.27) e o resto eh raça de víbora, bodes, caes, porcos e lobos! A tendência eh se multiplicaram pois o fim dos tempos se aproxima rapidamente!

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