Quem Somos!

 

QUEM SOMOS!

Em um mundo de altos e baixos, somos aqueles que buscam andar na contra-mão, sem deixar de lado o conteúdo e atualidades. O Cristão não tem que ser desinformado!

Através da direção do Espirito Santo de Deus, queremos ser instrumentos de ensino e raciocínio da Palavra do Senhor, fazendo com que todos os leitores pensem e não apenas sigam.

Conteúdo deve fazer parte do Cristão. Ele não deve se limitar. O conhecimento é uma dadiva!

O amor de Deus é maior que tudo e sua morte nos liberta de todo pecado de mente e corpo.

Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Romanos 5:8.

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4 comentários

  1. PEDRINHAS O MAIOR CRIME COMETIDO CONTRA A MULHER POBRE BRASILEIRA
    Quando fustigadas não choram
    Se ajoelham, pedem imploram
    Mais duras penas; cadenas
    Mirem-se no exemplo
    Daquelas mulheres de Atenas
    Sofrem pros seus maridos
    Poder e força de Atenas (Mulheres de Atenas – Chico Buarque)

    Senhores e Senhoras responsáveis pelo zelo e exigência dos Direitos Humanos, concito-os a lerem o presente texto e tomarem as devidas e necessárias providências para SE CUIDAR E ASSISTIR ÀS ESPOSAS, MÃES, IRMÃS, FILHAS E DEMAIS PARENTES (MULHERES) DE PRESOS DO COMPLEXO DE PEDRINHAS NO MARANHÃO VITIMAS DE UM DOS MAIS LONGOS E SISTEMÁTICOS ESTUPROS DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE EM TEMPOS DE PAZ.

    O Governo e as autoridades à vezes reconhecem a ocorrência dos estupros, mas não toma qualquer providência para tratar estas mulheres e estão vulneráveis e em grande risco, social, econômico, moral e abandonadas por todos, da imprensa que nada divulga, passando pelo Governo que nada faz, passando (com todo respeito) por você que lê a presente petição.
    O ESTUPRO é um ato imensurável contra a mulher que além dos riscos comuns como DSTs deixa marcas em sua ALMA causadas pela dor e pela HUMILHAÇÃO as quais são submetidas.
    Mais ainda sofrem nossas irmãs do Maranhão que pela natureza da violência, sua forma e o local onde ocorreu (Dentro das celas de Pedrinhas/MA) estão obrigadas ao silêncio, que se rompido, causará sua morte e do homem que tentou salvar, entregando a ÚNICA coisa que tinha: SEU CORPO DE MENINA OU DE MULHER.
    O TEXTO A SEGUIR FALA SOBRE ESTA VERGONHA E DESGRAÇA.

    Não há crime bonito, nem estética, nem ideologicamente. Mas há o crime que por essência é execrável, que é a omissão de crime hediondo, oculto por outro de mesma natureza. No caso, o encobrimento dos estupros em massa das Mulheres de Pedrinhas, substituído pela morte dos 62 presos.
    Tenho acompanhado os acontecimentos acerca das mortes, inclusive decapitações em Pedrinhas no Maranhão e as explicações da Governadora do Maranhão, que diferente do Lula que não sabia do mensalão, esta diz que não tem culpa na tragédia. Em partes concordo com ela, a culpa não é dela. É dela, é do Judiciário, é do Ministério Público, é da OAB, é da Presidência da República, é do Ministério da Justiça, é do CNJ, é da ONU, é minha, é sua, é nossa, do PCC e do Padre Baloeiro.
    E tudo se dá pelo fato que tendo o Brasil algo parecido com quatro milhões de leis e normas (Leis municipais, estaduais, federais, decretos e etc) os operadores do direito, os políticos e mesmo os cidadãos são pouco dados aos seus cumprimentos, fazer leis neste país é um frenesi e ideal de quem obtém um naco do Poder. Cumprir as existentes, é algo a ser encarado em um segundo plano, afinal, como já sentenciava Sérgio Buarque de Holanda, a grande marca do Poder no Brasil é o personalismo, é a política da pessoa que ocupa o poder e seu “grupo”, não o universo, o que importa é deixar sua marca e não o serviço para os súditos.
    Nosso maior problema é a Democracia. A falta dela, ou sua má interpretação e Sérgio Buarque já asseverava isto e depois de mais de 70 anos continua como dantes:

    “A democracia no Brasil foi sempre um lamentável mal-entendido. Uma aristocracia rural e semifeudal importou-a e tratou de acomodá-la, onde fosse possível, aos seus direitos e privilégios, os mesmos privilégios que tinham sido, no Velho Mundo, o alvo da luta da burguesia contra os aristocratas. E assim puderam incorporar à situação tradicional, ao menos como fachada ou decoração externa, alguns lemas que pareciam os mais acertados para a época e eram exaltados nos livros e discursos.” (Raízes do Brasil, 26.ed, 1995, p. 160, 1ª ed. 1936)

    “No Brasil, sempre foi uma camada miúda e muito exígua que decidiu. O povo sempre está inteiramente fora disso. As lutas, ou mudanças, são executadas por essa elite e em benefício dela, é óbvio. A grande massa navega adormecida, num estado letárgico, mas em certos momentos, de repente, pode irromper brutalmente.” (Trechos de entrevista “A Democracia é difícil”- Revista Veja, 28.01.1976 – Fonte: SIARQ/Unicamp)

    Falar de preso ou de direito de preso no Brasil é perigoso e absolutamente impopular, para a maioria, inclusive operadores do direito, preso não tem direito, perde a personalidade humana e a pena deve ser cumprida de modo a lhe ser infringido o maior suplício possível que nossa moralidade possa suportar. Daí vem a superlotação, a comida estragada, a violência e a completa eliminação de meios que possam, ao menos em tese regenerar o encarcerado.
    Nossa moral hodierna não permite que entreguemos seres humanos às feras, como faziam os romanos em seus festivais, todavia, podemos substituir isso pela degola, a violência, a superlotação, a tortura, o ESTUPRO, cometido nas masmorras e que de tempos em tempos somos presenteados com exposição disso tudo, em imagens e sons. Serve para o deliciamento dos que acham que preso não é gente, para o horror dos sensíveis e o aviso a massa ignara: “Aqui o sistema é bruto”. Mas parece que não funciona.
    O Brasil é o quarto país do mundo em número de presos 500.000, perdemos para a Rússia 740.000, para a China 1.600.00 e os EUA 2.200.000. Se contarmos que há coisa de 200.000 mandados para serem cumpridos, e a proporção populacional bem que poderíamos pleitear uma posição mais honrosa. (fonte Folha 9/01/14 – Tendências e Debates, Paulo Sérgio Pinheiro)
    Trouxe-me inquietação a afirmação da Governadora de que o desenvolvimento traz a violência, a afirmação é intelectualmente intrigante e perturbadora.
    O maranhão desenvolveu e tanto que alcançou o penúltimo lugar em IDH no país superando um concorrente de peso, no caso o Alagoas. Acalentava um sonho (desfeito pela Governadora) de um dia conhecer a Alemanha, um país em constante desenvolvimento, mas encarar de que ao descer em Berlim, ante a pujança desta nação e a possibilidade de que poderei ser degolado, assaltado ou estuprado por uma gangue de louras taradas me causa suores e pânico seria mais seguro uma viagem ao Sudão do sul. Deixando de lado o cinismo e a ironia, a questão do Maranhão é a mais grave que jamais pensei em assistir tamanha desgraça em minha vida e devemos ser responsáveis, não pelos mortos, mas para se chamar a atenção para os vivos e para o maior massacre cometido contra a mulher brasileira pobre e vulnerável de todos os tempos e que está passando despercebido.
    Ninguém é preso ou levado a prisão neste país sem uma Ordem judicial, pelo menos era o que dizia a Constituição até ontem quando a li. Logo o que prende um homem não é o crime que ele supostamente cometeu, mas a ordem de um juiz que assim manda. Claro, nossos juízes não são levianos e sempre há razões para uma prisão, o problema está no rigorismo.
    As cadeias estão lotadas de presos provisórios e prisão provisória no Brasil quer dizer sem prazo. Conheci uma prisão provisória de 10 anos. Existem alternativas as prisões provisórias, que deveriam ser exceções, todavia parece que a lei não pegou e o Brasil continua prendendo muito e prendendo mal.
    Certa ocasião fui nomeado para defender um desinfeliz acusado de homicídio, identificado por uma senhora cega. O coitado além de negro, desconjuntado era feio feito a morte. Foi preso em casa dormindo, levado a Delegacia, sem saber o que estava acontecendo e o Delegado em um raro momento de felicidade, disse que poderia ficar calado, que tinha este direito e assim ele o fez.
    Preso em flagrante. O delegado em seu relatório pediu sua preventiva, porque o Delegado o entendia lombrosiano (feio) e ademais havia se calado deixando de contribuir com as investigações. Por ser feio e ter usado de um direito constitucional foi decretada sua prisão. O nobre advogado que me antecedeu brilhantemente debateu contra a prisão, mas foi inútil.
    Quando do seu julgamento a velhinha se apressou em dizer da falta de certeza de ser ele o assassino e que o tinha visto sem óculos e a noite, que aliás era o que ela sempre disse, o assassino parecia com o desinfeliz, ela nunca disse que era ele. Depois de 03 anos foi solto. Perguntado por que se calou, envergonhado disse que não tinha dentes e que quando nervoso falava e cuspia ao mesmo tempo e teve medo, por isso, de ser espancado pelos policiais. Que desgraça! Situações com esta lotam as prisões.
    Porém, segundo uma lei em desuso no país, a LEP, ninguém pode ser preso em espaço menor que 6 metros quadrados, logo, antes de se mandar para a prisão deve se saber se há 6 metros sobrando para o preso.
    O problema da superlotação não está em se prender, mas em se prender em desacordo com a lei. O preso tem direito aos 6 metros o juiz e o promotor devem zelar para que este direito seja cumprido.
    Se os juízes do Maranhão tivessem respeitado a Lei e os Promotores zelassem na sua fiscalização o Executivo teria de abrir mais vagas. Construir cadeia não dá voto, todos sabem, mas se um juiz se nega a violar a lei e o MP, como Fiscal da Lei exige que ela seja cumprida, a cadeia é construída.
    O CNJ desde 2011 sabia disso, mas não se lembrou dos 6 metros.
    Mas a superlotação de Pedrinhas e as sucessivas omissões e descumprimento da lei, por si só não levam a maior tragédia humana da história brasileira, é preciso o seu estopim; a luta pelo poder.
    Deixando de lado as considerações sociológicas, históricas, filosóficas e políticas, no Brasil poder vem a ser a faculdade de determinar a ação e vida dos outros e angariar privilégios, e para isso se tem uma liberdade sem qualquer constrangimento, e se confundem na política e na criminalidade.
    Já não é de hoje que política e crime andam juntos.
    Há 20 anos instalou-se e prospera no país o PCC e esta prosperidade só é possível senão com um braço do Estado, ao menos uma mãozinha. É uma empresa criminosa e que é financiada pelo crime e pelas contribuições individuais, trazendo em contrapartida grande poder aos seus lideres e vantagens aos associados, entre elas auxilio jurídico, proteção nas cadeias e assistência aos familiares. Não entendo como o Estado permite isso, mas é uma realidade e em grande expansão, visto que já ocupa mais de uma dezena de estados brasileiros, mas não está no Maranhão. Não há como desconsiderar que por traz do PCC está uma ideologia e uma estrutura bem articulada, tanto que já é conhecida sua expansão para os países vizinhos, dominando o tráfico de drogas e armas. Será nossa CRIMINOBRAS.
    O PCC é organizado tem estatuto e coisa e tal, exigindo a contribuição voluntária em dinheiro, sua substituição por serviços ao partido ou a morte. É a Lei!
    A governadora tem razão quando diz que o crime busca a riqueza, mas no Maranhão esta riqueza está concentrada, muito concentrada, o que talvez não seja grande negócio roubar de pobre ou impere uma certa ética torta.
    Não havendo o PCC e sendo o objetivo do poder a submissão das ações dos outros e a busca de privilégios, havendo este vácuo no poder do crime que não poderia ser compensado pelo poder político, criou-se no estado o PCM (Primeiro Comando do Maranhão) e o Bonde dos 40, que podem ser resumidos em bandidos da capital, São Luiz e bandidos do interior, criando-se a partir daí uma rixa que levou a tragédia a seguir.
    Bandidos sem a ideologia e a estratégia do PCC instituíram as facções, estabeleceram lideranças e começaram a se digladiarem entre si, capital X interior começando as mortes e as violências. Preso matando preso não é o mundo ideal, mas se ficasse só por aí seria palatável, mas piorou muito e todos estão calados.
    Quem aderisse às facções teria de servir aos lideres e contribuir ou prestar serviços, sob as penas da Lei; a morte!
    No entanto devemos olhar para o Maranhão para entender a desgraça humana que isso significou. O Maranhão tem um dos piores índices de desenvolvimento humano do país, algo africano, tem um índice de pobreza extrema de mais de 20%, 96% das casas não têm saneamento, assim como 20% da população maior de 15 anos é analfabeta, é um inferno. (fonte Folha 12/01/14, Eliane Catanhêdede, Troféu Macabro)
    Vistas estas condições e sabendo que os moradores de presídios e cadeias são os pobres se tem uma noção do nível destes pobres e suas condições econômicas e de suas famílias, mas o estatuto exige a contribuição.
    No intuito de se cumprir o estatuto e a necessária demonstração de Poder e nesta nefasta cadeia de descumprimento de lei, desde antanho omitidas por juízes, promotores, advogados, deputados, senadores, ministros, e etc.. e etc.. e etc.. rompeu-se a única, universal e mais importante lei criminal não escrita respeitada por todos os povos, mesmo bárbaros, a última barreira que nos separa da perversidade..” A Intangibilidade física e sexual da mulher, mãe e filha do preso.”
    Na prisão a família do preso é sagrada. As mulheres dos presos (englobando aqui todas, mães, filhas e esposas) são humilhadas e maltratadas nas filas e nas revistas das prisões mas são respeitadas lá dentro, isso foi rompido quando deram a ordem para que os que não pudessem contribuir teriam de oferecê-las para que não fossem mortos.
    Meu pai, um machista de quatro costados, sempre ensinou aos filhos que um homem tem dois deveres dos quais não pode abrir mão: Sustentar sua prole e proteger suas mulheres. E sempre quando ia fazer uma pequena viagem dizia-nos: Cuidem de sua mãe e de suas irmãs. Nós éramos crianças e hoje eu entendo o que ele queria dizer. Na verdade mamãe era quem cuidava de nós, mas nos incutia no espírito o senso de responsabilidade com as mulheres. O velho sempre foi sábio!
    Fala-se da barbárie ocorrida em Pedrinhas e na morte de dezenas de homens inclusive com a decapitação de alguns deles, mas não tenho visto ser movida uma só palha no que diz respeito aos órfãos e principalmente as dezenas ou centenas de mulheres que foram estupradas, vítimas dos descalabros políticos, jurídicos e criminosos que assolaram o Maranhão e mancha todo o país.
    Meu respeito aos mortos e minhas sinceras condolências às famílias e espero que logo o bom braço da verdadeira JUSTIÇA, na qual ainda acredito os alcance e que os culpados sejam condenados e antes disso sejam as famílias indenizadas.
    Mas é urgente, ou melhor, dizendo urgentíssimo, que como homens de bem tomemos medidas para se apurar quais foram as mulheres estupradas e IMEDIATAMENTE, AGORA, SOCORRE-LAS, encaminha-las para exames e tratamento médico e psicológico.
    Os estupros existiram:
    Após visitar o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, na sexta-feira (20), o juiz auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Douglas Martins, cobrou providências do governo maranhense para acabar com a violência cometida a familiares de presos durante as visitas íntimas realizadas nos presídios do complexo. Mulheres e irmãs de presos estariam sendo obrigadas a ter relações sexuais com líderes das facções criminosas, que ameaçam de morte os detentos que se recusam a permitir o estupro. Com a morte de mais um detento no Complexo de Pedrinhas, nessa segunda-feira (23), subiu para 59 o número de detentos assassinados no sistema penitenciário somente em 2013. Em uma semana, sete presos já foram encontrados mortos nas celas.
    “As parentes de presos sem poder dentro da prisão estão pagando esse preço para que eles não sejam assassinados. É uma grave violação de direitos humanos”, afirmou o juiz, que é coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário [DMF] do CNJ. Ele vai incluir a informação no relatório sobre a situação de Pedrinhas que vai entregar ao presidente do CNJ, ministro Joaquim Barbosa esta semana. A visita ocorreu após a morte de um detento quinta-feira [19]. Seria o 58º preso morto este ano no Complexo de Pedrinhas, segundo a imprensa maranhense.
    ( http://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2013/12/lideres-de-faccoes-em-presidios-do-maranhao-sao-acusados-estupro.html

    Meu De-s!!!!! O CNJ sabe que dezenas ou centenas de mulheres foram estupradas e não toma nenhuma ação efetiva, para socorrer estas vítimas, o que vai aumentar ainda mais a tragédia humana. Meu De-s! Esqueceram que o estupro pode trazer AIDS, GONORRÉIA, SIFILIS, gravidez decorrente de estupro além de um FORTISSIMO TRAUMA PSICOLÓGICO e ninguém move um dedo para ATENDER ESTAS MULHERES.
    A declaração da governadora, ao lado do Ministro da Justiça me causou engulhos:
    “Passou despercebida – ou pelo menos teve baixíssima repercussão – um trecho da entrevista que a governadora Roseana Sarney concedeu, na quinta-feira, ao lado do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Foi quando ela falou sobre a denúncia de que esposas de presos eram estupradas por membros de gangues de Pedrinhas.”
    “Isso(estupro) não existiu em momento algum. Isso eu posso garantir a vocês. Quando existe estupro, existe vítima. E não tem nenhum caso. Procurei todas as ouvidorias e secretarias, o Ministério Público. Não foi em nenhum momento nenhum desses órgãos”.
    http://blog.jornalpequeno.com.br/johncutrim/2014/01/13/roseana-e-as-mulheres-de-pedrinhas/
    Gostaria de ter morrido antes de ler o texto acima, ainda mais dito por uma mulher. Realizem a situação.
    O desgoverno por culpa de alguns e responsabilidade de todos chegou ao Maranhão e atingiu todo o Brasil. A pobreza é tão grande, que os presos não tendo como pagar seu tributo ao crime, em troca disso, os lideres das facções, violando uma lei sacrossanta, a LEI da inviolabilidade da mulher do preso, (Lei não escrita) iriam estupra-las, os homens que se negaram foram mortos e com isso se espalhou o terror, outros admitiram e muitas mulheres, para protegerem seus HOMENS, pais, filhos, irmãos, maridos, preferiram serem estupradas a os verem mortos, em uma demonstração de AMOR verdadeiro que só as mulheres podem oferecer.
    Não sou religioso, mas veio as minhas mãos o livro Ágape do Padre Marcelo e comecei a lê-lo e uma história contada por ele, junto com o drama das Mulheres de Pedrinhas muito me emocionou.
    Conta o escritor que na idade média guerreava um reino contra o outro tendo acontecido um sério cerco a cidade. Já se instalando a fome e na certeza do massacre que se aproximava, algumas mulheres procuraram o rei atacante confidenciaram a situação e pediram um salvo conduto para que pudessem sair da cidade com as crianças e seus bens de valor para viverem, afinal de que valeria para um rei justo matar mulheres e crianças? O rei deu o salvo conduto. No outro dia saíram da cidade as crianças na frente e as mulheres curvadas carregando grandes sacos. O rei as interceptou perguntando o traziam e elas disseram; – A nossa fortuna! Eram seus maridos, cuja vida foi poupada pelo rei. Coisas de mulher!
    A maior riqueza de um homem é ser amado por uma mulher. Pena que a maioria não reconhece esta fortuna.
    E estas mulheres que amaram seus filhos, seus amantes, esposos e pais entregando o próprio corpo, doando a própria vida para salvar a vida de seus homens estão esquecidas, doentes, deprimidas e mais miseráveis do que são.
    A miséria material não pode infringir a nosoutros a pior das misérias que é a miséria moral, a miséria da alma de não reconhecer que só porque são mulheres de presos, negras, pobres e analfabetas não merecem assistência, médica, psicológica e o nosso carinho e reconhecimento.
    Não me cala na alma a dor daquela mulher com um chinelinho no pé sujo de poeira, voltando para casa depois de estuprada, sodomizada, violentada, sem poder denunciar o horror sofrido, porque se o fizer de nada valeu seu sacrifício e por não poder dizer nada o Estado que deveria proteger a ela e ao seu homem, usa disto para dizer que nada aconteceu.
    Imaginem a dor e o sofrimento deste segredo, assim como a solidão e o estigma que esta mulher carregará para toda a vida, pois quando se pensa no estupro se esquecem da pior violência. A HUMILHAÇÃO!
    A humilhação é o ataque sem defesa, não conheço ninguém que possa se defender de uma humilhação, tanto que não a admito nem para os desafetos. Toda humilhação se não contida de imediato leva ao linchamento moral, físico e ao escracho e isso jamais pode ser admitido.
    A situação das mulheres estupradas de Pedrinhas talvez seja hoje a causa humanitária mais urgente do país, pois uma sociedade minimamente civilizada não pode permitir que suas mulheres pobres ou miseráveis sejam estupradas e que nenhuma providência seja tomada ou que o Governo não venha a público para dizer que está tratando destas mulheres para minimizar todo o mal que um crime desta natureza causa a mulher, porque o Governo não estava ali para garantir-lhes a segurança.
    Não temos que saber quem as estuprou, porque isso talvez elas não confessem seja por medo ou por vergonha, a Sociedade o principalmente o Estado tem de identificá-las e tratá-las, desculpar-se e indenizá-las, para que ao menos saibam que mesmo sendo mulheres, pobres e miseráveis ainda guardam a condição humana.
    O Brasil e o mundo sabem quantos morreram a tragédia menor, agora devemos exigir saber quantas mulheres pobres e miseráveis foram estupradas, não importa por quem, porque é o ESTUPRO, a grande tragédia silenciada.
    Repetindo, a vítima de estupro precisa de tratamento o Estado não pode fechar os olhos ao crime porque é participe por omissão.
    Não tenho culpa no episódio, mas como cidadão e como homem tenho responsabilidade, afinal um homem deve proteger suas mulheres, as brasileiras são minhas irmãs, antecipo às Senhoras vítimas dos desgovernos minhas desculpas, o Brasil profundo é assim, mais tem de mudar gente não pode ser desconsiderada pior que bicho.
    Por fim suplico ao leitor que não se esqueça que não se trata de um episódio isolado e que parece um ataque planejado contra a mulher brasileira, lembre-se do episódio do ônibus incendiado, onde depois de colocarem para fora os passageiros os delinquentes, deliberadamente Jogaram fogo nos corpos de 03 mulheres: Julliane Carvalho Santos, jovem senhora de 22 anos, mãe das crianças ANA CLARA de 06 anos e LORRANE BEATRIZ de 1ano e 05 meses (qualquer uma delas poderia ser minha filha) e que um HERÓI BRASILEIRO, daqueles que nos estufam os peito de tanto orgulho, MÁRCIO RONEY DA CRUZ, de 37 anos, que estava fora do ônibus, não suportando ver aquelas mulheres em chamas, arriscou sua vida e diante das chamas altas, entrou para tentar salvar ANA CLARA, e com este ato sofreu queimaduras em 72% do corpo mas cumpriu o seu dever.
    Hoje o Grande MÁRCIO RONEY DA CRUZ, está em um hospital tratando das queimaduras sofrendo dores excruciantes e ainda ficará com cicatrizes indeléveis, mas salvou 02 das 03 mulheres.
    Você não precisa se arriscar tanto, para ajudar basta que você leia sobre o assunto diga aos seus amigos, familiares e mande um email twitter ou seja lá o que for para exiger que o governo cuide destas nossas irmãs e nos INFORME dos cuidados que estão sendo tomados e não admita que sejam usadas politicamente ou como meio de aumentar audiência dos programas sensacionalistas, reclame ao bispo, se for o caso, mas não se cale, não permita que a sua omissão mate uma das suas irmãs de fome, tristeza, depressão ou solidão faça o que puder por elas.

    Além disso, a presente Petição tem o OBJETIVO principal de obrigar o Governo, seja o do Brasil, seja o do Maranhão a identificar e iniciar imediatamente o tratamento destas mulheres estupradas, seja médico, social, psicológico ou psiquiátrico.
    E, imediatamente, é agora, sem interrupção, de plano, de pronto, porque a cada dia qie o Governo se cala e não toma providências mais miserável vai se tornando a situação destas mulheres.
    Se algumas se sentirem seguras para denunciar os autores dos estupros coletivos ou em massa, que sejam encaminhadas para um Programa de Proteção a Testemunhas, sério, onde haja troca de identidades, mudança do estado e assistência ampla e irrestrita às suas famílias.
    Por fim, visto que um dos direitos da Democracia é o Direito a Informação, base para o Direito de Livre Expressão, exijamos que o Governo, seja ele quem for, informe ao Povo Brasileiro que as providências estão sendo tomadas e diga qual o número de vítimas.
    Exijamos também que eventual Processo para apuração dos AUTORES dos ESTUPROS, corra em segredo de justiça, se assim for necessário para proteger a imagem destas mulheres tão doloridas e sofridas.
    Por derradeiro apelo a Imprensa, caso tenha o interesse em noticiar (A MAIOR DESGRAÇA HUMANITÁRIA DO BRASIL) que respeitem as vítimas e suas imagens não usando delas, para angariarem audiência em programas de televisão revistas ou jornais. Contem suas histórias para o mundo mas não permitam o esculacho.

    Obrigado!
    Sete Lagoas, 21 de janeiro de 2014.

    Sérgio Moutinho
    Brasileiro indignado
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