Crítica| O Maior Amor do Mundo (Mother’s Day)

Por: Patrick Duarte

Certamente você deve se lembrar dos filmes que tratavam de datas especificas como cenário principal de sua trama como no dias dos namorados e na véspera de Ano Novo. Com a data mais importante do mês de Maio se aproximando, também temos mais uma produção que foca como cenário, o dia das mães. Hoje, 05 de maio de 2016 chega aos cinemas o filme O Maior Amor do Mundo (Mother’s Day).

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Dirigido por Garry Marshall (Uma linda mulher, Noiva em fuga), o filme tem como foco a relação familiar entre 3 gerações, avôs, pais e filhos. Como já é de padrão de filmes assim, O Maior Amor do Mundo conta com um elenco e peso e renome, o que com certeza atrai os olhares do espectador que procura por comédias românticas mais leves para o divertimento da família. 

Na trama, somos apresentados – basicamente – a quatro personagens principais.  Sandy (Jennifer Aniston), divorciada, mãe de dois filhos que tem de enfrentar a situação da nova esposa de seu ex marido. Jesse (Kate Hudson), casada com o médico indiano Russell (Aasif Mandvi) e mãe de um menino, que esconde seu casamento de seus pais.  Miranda Collins (Julia Roberts), famosa apresentadora de TV, que esconde um passado triste. E por fim, mas não menos importante, Bradley (Jason Sudeikis), pai viúvo, que cuida sozinho de suas duas filhas. Essas quatro historias se ligam de forma suave e tênue, mas com o mesmo sabor de mesmice de outros filmes do mesmo gênero.

O roteiro não espetacular, mas cumpre o que promete. Abrir e esclarecer a relação familiar de cada um dos nomes principais da historia, dando uma clara protagonização a personagem de Aniston. Jason Sudeikis é uma rara exceção no quesito humor, e consegue transmitir a condição emocional de seu personagem em constante luto e lutando para seguir em frente. O roteiro não se permite focar apenas nos quatro centrais, mas consegue criar situações como racismo e abandono para justificar outros personagens que se tornam importantes para o desenrolar da trama. A menor participação fica por conta da sempre convidada de Marshall, Julia Roberts, mas que tem o maior impacto emocional de toda a historia.

Apesar desses títulos padrões de humor clássico em comédia romântica ser um produto consideravelmente consumido, O Maior Amor do Mundo mostra que é possível desenvolver uma trama leve, mas com uma proposta um pouco mais focada em relações familiares próximas de situações reais. Quando um roteirista consegue, de forma satisfatória, transformar uma trama padrão em um filme que mostra situações reais, de forma divertida, ele cumpriu seu papel. Não espere ver casos de amor, paixões e loucuras de amor (sim, ainda tem isso no filme), mas espere por experimentar que todos tem problemas com suas mães, mas que o amor delas e por elas consegue ser o maior amor do mundo, acima de toda e qualquer desavença.

O Maior Amor do Mundo (Mother’s Day) fecha mais um ciclo de filmes datados e comemorativos que se tornarão ótimos blockbusters, mas que não terão um espaço nos clássicos do cinema.

A Maior Amor do Mundo (Mother’s Day) é distribuído pela Imagem Filmes e estreia hoje, 05 de Maio de 2016.

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Patrick Duarte

Patrick Duarte, CEO do Blog Pensamento Livre. Jornalista (MTB 0082370/SP). Adorador e escritor. Músico e Professor na Escola Bíblica Dominical (AD - Taboão). Piadista nas horas vagas. Acima de tudo, Servo do Deus!!!

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